quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Sem mais.


Pois hoje decidi atualizar isso por cá. A última vez que fiz isso foi no dia do aniversário de uma pessoa especial por demais pra mim, que eu admiro de uma forma única e exclusiva, e que isso é um fato de crescimento tendendo ao infinito. Sei que o que eu escrever não é nem 1% do que eu queria, é muito sentimento pra poucas palavras. Decidi porque tem coisas na vida que você sabe o preço que tem, e então cabe a sua pessoa decidir se está pronta pra pagar pelo preço ou se deixa tudo à mercê. Eu sei até que ponto da minha vida eu quero reivindicar meus direitos e sei muito bem quais são os meus deveres, e sei também que, por experiência própria, o julgar e ser julgado por algo que você realmente não fez, ou fez, é constrangedor. Já fiz isso diversas vezes em magnitudes que fugiram do meu ser, coisas que não pertencem à minha índole e que por indignação própria eu me envergonho profundamente. Mas também não baixo a cabeça, aprendo constantemente com meus erros e sei que eles ou pode me levar ao martírio ou podem me exaltar pra sempre, me levando a ser o que realmente é pra ser, modelado pra conviver com as atitudes e situações da melhor maneira possível. Constantemente, me adapto ao meio em que sobrevivo, seguindo periodicamente o que o bendito do Darwin afirmava ser a origem dos seres. Tendo ser bastante discreto nessa minha existência, torcendo pra ser perceptível sim pelos meus méritos e atitudes, e não por algo que foge da minha alçada. Dai a Cézar o que é de Cézar. Vi o quanto, de fato, é péssima a ideia de ser julgado e/ou questionado por algo que não se passa em momento algum em seus pensamentos. Vi que já cometi muito esse pecado e que já melhorei o bastante pra poder ficar triste a partir do momento que o feitiço vira contra o feiticeiro. Vi o quando eu já machuquei pessoas que realmente gosto com desconfianças que até eu mesmo as tinha como absurdas. Vi que sou humano demais pra cometer o mesmo erro duas vezes, ou não aprender nada com os erros alheios. Afinal, pra que serviria esse meu aspecto observador? Vi que eu mudei pra melhor e que essa mudança de fase, de paradigmas, de conceitos, me fez crescer a tal ponto de ver o quanto eu me achava maduro e que o quanto eu era realmente infantil. Mas também sei que a minha melhoria não pode achar que tá prontinha e parar por aqui. A cada instante, surgem novas situações que vão colocando em prova tudo o que considerávamos como lição de casa feita. Vou continuar acordando e agradecendo a Deus por mais uma noite bem dormida, por tudo o que tenho conquistado diariamente, pela saúde dos que me fazem feliz, e pedindo a Ele que o dia seja árduo, cheio, corrido, repleto de dificuldades que só me farão dar mais valor ainda à vida que eu tenho, e a que eu quero pra mim no futuro. E já ia esquecendo: sabe uma coisa que mata o sujeito de desgosto? Ingratidão! Mas isso fica pra outra prosa...


Foto e texto: Thiago Maia
Mais fotos em: www.flickr.com/thyagumayah

Um comentário:

Marcos Satoru Kawanami disse...

título da postagem: SEM MAIS

Mesmo sem descrever o contexto, vc caracterizou bem a ingratidão alheia.

Vi fotos de Ouro Preto, eu morei lá.

abraço
Marcos